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Máscaras viram novo acessório de moda durante pandemia e geram renda em Oeiras

Desde que o seu uso passou a ser obrigatório, pelas ruas de Oeiras, as máscaras passaram a ser item essencial na luta contra o contágio do novo coronavírus.

01/06/2020 17h04Atualizado há 4 meses
Por: Lameck Valentim

Por Lameck Valentim

 A máscara é um item que até bem pouco tempo atrás era utilizada apenas por trabalhadores da área da saúde e de outros segmentos que exigem esse tipo de proteção. No entanto, com o avanço da pandemia do coronavírus, o item virou acessório obrigatório para quem está trabalhando ou precisa ir às ruas. A moda já começa a pegar. 

 Brancas, azuis, coloridas, estampadas, bordadas, rendadas, de crochês com forro duplo, com detalhes infantis, religiosos, esportivos e personalizadas as máscaras passaram a fazer parte do visual dos brasileiros durante essa pandemia e que durará por um período incerto.

Desde que o seu uso passou a ser obrigatório, pelas ruas de Oeiras, as máscaras passaram a ser item essencial na luta contra o contágio do novo coronavírus. Além dos decretos nacional e estadual, em Oeiras há também um decreto municipal que obriga o seu uso em lugares públicos.

 O uso de máscaras virou ato de amor à vida, a sua e a do próximo. Cobrir boca e nariz diminui a possibilidade de contaminação pelo novo coronavírus, o seu uso surgiu timidamente com o início da pandemia, mas viraram acessório muito requisitado, tornando-se parte do visual, nesses novos dias em que temos vivido.

 Se nos países asiáticos, a máscara já é de uso recorrente, por questões culturais ou em detrimento de medidas de saúde pública, no ocidente ela ainda é algo novo, e todos nós estamos nos adaptando ao uso desse acessório no nosso dia a dia.

 As grandes marcas do mundo da moda já saíram em busca desse nicho e estão criando tendências no mercado do mundo fashion. Mas uma das grandes mudanças pós-Covid-19 é o público valorizar os negócios locais. E muitos empreendedores em Oeiras viram na confecção de máscaras de tecido uma oportunidade de despontar nesse novo cenário.

 A necessidade de cobrir o rosto movimentou a rotina de costureiros profissionais e fez com que outros decidissem lutar por uma fatia deste mercado em tempos de crise. A máquina de costura, em muitos casos usada anteriormente apenas como um hobby, transformou-se em ganha-pão ou complemento de renda e numa aliada nesta forçada mudança de rotina de trabalho que muitos trabalhadores estão enfrentando.

 A maioria das máscaras, tal quais os carros na cidade, segue um padrão discreto no rosto daqueles que por um motivo ou outro precisam sair às ruas. Algumas, no entanto, fogem dessa regra monocromática e chamam a atenção pela forma como combinam com o restante da roupa ou pelo carinho com o qual foram escolhidas.

Vendo que o vírus virou o mundo de ponta-cabeça, e usando a criatividade, Bruno Veloso, do Ateliê Realizarte pensou em opções diferenciadas para algo que era até então um elemento de proteção descartável. Ele passou a confeccionar máscaras de tecido com estilo, pois se é para se proteger, que seja no melhor estilo. Além de máscaras simples, monocromáticas, o Ateliê Realizarte produz máscaras personalizadas, com protetores faciais e partindo da criatividade do cliente, fazendo a máscara conforme solicitado, pois o que vale é a segurança da saúde ao sair de casa.

Contato para encomendas: Bruno Veloso – Ateliê Realizarte- (89) 98821-1686

 

A crise do Coronavírus também transformou antigos hobbies em profissão. Margarett Carvalho, funcionária pública, lotada no Hospital Deolindo Couto em Oeiras,  sempre teve afinidade com artesanato e costura. Mas, suas produções nunca foram sua principal fonte de renda, eram destinadas apenas para renda extra.

 Todavia, agora, em 2020, a máquina de costura de Margarett Carvalho não tem tido descanso com a produção de máscaras. Desde o início da pandemia, a produção começou de forma tímida, mas que foi se intensificando diante da consciência das pessoas de que tinham que usar o acessório para se proteger.

A procura tem sido cada vez maior, não somente por pessoas de Oeiras, mas até mesmo de outras cidades, como Teresina. “Produzo máscaras de diversos modelos, como também atendo aos pedidos dos clientes. Oferecemos máscaras das mais simples às mais elaboradas, visando deixar nossos clientes cada vez mais elegantes. As máscaras serão usadas por muito tempo, e é fundamental, que tenhamos vários modelos e que possamos adequá-las à roupa que vamos usar”, chama a atenção Margarett.

 Dentre os modelos produzidos por Margarett Carvalho estão as simples, com motivos esportivos, infantis e religiosos e as bordadas, muito pedidas por mulheres que buscam sempre a elegância.

Contato para encomendas: Margarett Carvalho- (89) 99406-7847

 

O cotidiano profissional de Anitta Carvalho foi alterado diante da crise causada pelo novo coronavírus. Funcionária da Secretaria Municipal de Educação de Oeiras, ela passou a ficar mais tempo em casa por conta da suspensão das aulas.

 Anitta Carvalho, sempre habilidosa com artesanato, possui um ateliê onde produz material de decoração e recursos didáticos. Com a pandemia passou a fabricar máscaras e outros acessórios para combinar com o equipamento de proteção, como tiaras, bandanas e bolsas.

Desde que começou a produção seu ateliê tem recebido muitos pedidos, seguindo sempre em ritmo acelerado, buscando praticidade, segurança, rapidez e higienização das peças para o conforto do usuário.

Contato para encomendas: Anitta Carvalho- (89) 98811-6210

 

Costurar é antes de tudo uma atividade prazerosa e mesmo terapêutica, e tem  ajudado muito a passar pela quarentena. E, pelo visto, continuará a auxiliar da renda de muitas famílias. Costureira profissional, com trabalho muito elogiado, Dona Belé Rodrigues, moradora do bairro Rodagem de Floriano, é outra profissional que ampliou seu trabalho para a confecção de máscaras.

Dona Belé Rodrigues produz máscaras com as mais variadas estampas, cores e estilo. A dedicação e o carinho são os mesmos dedicados às suas tradicionais costuras, sendo percebidos no rico acabamento.

 A costureira acredita que a grande procura por máscaras é efeito da conscientização da população, confiante de que, mesmo após a pandemia, todos deverão cuidar do próximo e se proteger para que as doenças infectocontagiosas tenham menor circulação e assim seja mais fácil combatê-las.

 Contato para encomendas: Dona Belé Rodrigues- (89) 99405-5457

 

Cuidados com o uso da máscara

As pessoas sem máscaras pelas ruas de Oeiras já não são maioria. Já é comum ver muitas pessoas de todas as idades protegendo o nariz e a boca.

 De acordo com especialistas, o grande risco da recomendação do uso de máscaras, mesmo para quem não apresenta sintomas da infecção, é as pessoas caírem na falsa sensação de segurança por estarem usando as máscaras e relaxarem com as medidas mais robustas, que vão impactar a cadeia de transmissão. Essas medidas são o isolamento social, a higienização frequente das mãos com água e sabão, ou álcool gel 70%, evitar ao máximo tocar o rosto e, caso seja inevitável sair de casa, manter o distanciamento de, no mínimo, dois metros de outras pessoas.

 Para as pessoas que, inevitavelmente, precisem sair de casa o uso da máscara também exige atenção. É imprescindível a higienização das mãos com água e sabão, ou álcool gel antes e depois de pôr e retirar a máscara do rosto. Para colocar e retirar a peça, é importante utilizar as alças e não se deve encostar na superfície externa da máscara. 

 É recomendado ainda trocar a máscara quando estiver umedecida e transportar o objeto usado, reutilizável, em saco plástico fechado, até fazer sua higienização com água e sabão, preferencialmente separada de outras roupas. Outro cuidado é não reutilizar as máscaras descartáveis, que devem ser embaladas em saco plástico e descartadas no lixo.

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