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Roubo na Igreja Matriz de Oeiras termina em merda

Fatos de Oeiras

11/06/2020 13h39Atualizado há 4 meses
Por: Lameck Valentim

 

*Por Junior Vianna

 

Era 12 de maio de 1809. Na cidade de Oeiras, então capital do Piauí, ocorreu um dos mais ousados furtos da história da velha cidade, pois o astuto larápio tomou ao seu poder a Custódia da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Vitória. No dizer do então governador Carlos César Burlamaque: “a peça mais rica que havia nesta cidade”. De fato, pois tal objeto sacro pesa 7 200gramas de ouro fino e incrustada de pedras preciosas.


Todavia, bendito seja o destino, pois para agrado de todos, o furto teve vida curta, graças a um desarranjo intestinal do meliante, que fora encontrado em estado deplorável de “Caganeira” pelo coronel Raimundo de Souza Martins, nas proximidades da Fazenda Canavieira, nas cercanias de Oeiras. O caboclo, mesmo em estado calamitoso, tentou a todo custo resguardar tal peça em seu surrão, mas tamanha infecção intestinal incumbiu-se de silenciá-lo, era ali apenas um moribundo que veio a morrer.


O desfecho desse caso duplamente secular tem seus vestígios na Casa Anísio Brito, em documento que outrora foi transcrito pelo Cônego Antônio Cardoso, faz transparecer que, nas horas findas, o ladrão revelou o nome do mentor do crime, o pernambucano Thomaz Vilarinho. Evidencia ainda nesse escrito que o governador da época, Carlos César Burlamaque, recorreu aos seus superiores com o intuito de manter guardado o idealizador do crime na capital piauiense para que, aos olhos dos oeirenses, pudessem ter a certeza do cumprimento da Lei dos Homens, já que para eles, a Lei de Deus era de fato inevitável, pois prova maior já tinha sido mostrada.

A Custódia da Igreja de Nossa Senhora da Vitória é usada comumente no dia da Solenidade universal do de Corpus Christi.

 

*Junior Vianna é historiador e presidente do Instituto Histórico de Oeiras

 

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