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Benefícios do vinho

8 motivos para beber vinho e 7 erros comuns que são verdadeiros crimes contra os vinhos

Quando o assunto é vinho, para além dos cuidados com a saúde, há também alguns cuidados com a própria bebida.

13/06/2020 10h13
Por: Lameck Valentim
Fonte: Revista Bula

Além de um grande aliado do paladar, o vinho é conhecido por trazer inúmeros benefícios ao corpo. A Bula de Viagem decidiu investigar a questão e descobrir se o vinho faz por merecer a fama terapêutica que tem. O resultado da pesquisa é uma lista que contêm oito benefícios do vinho comprovados pela ciência. De proteção cardiovascular ao aumento da libido, uma simples taça da bebida tem muito mais a oferecer do que se costuma imaginar. É importante lembrar que as vantagens se aplicam ao consumo regular de uma pequena quantidade de vinho. A ingestão desenfreada de qualquer tipo de bebida alcoólica pode se converter em malefícios ao organismo.

Proteção cardiovascular

Instituições de diferentes lugares do globo, como a American Heart Association, dos Estados Unidos; e a European Society of Cardiology, com sede na França; reconhecem que o vinho faz bem ao coração. Até mesmo a Sociedade Brasileira de Hipertensão Arterial reafirma o benefício. Isso acontece porque a bebida é rica em substâncias que auxiliam o controle do colesterol no organismo humano.

Melhora da memória

Um estudo desenvolvido por cientistas da Charité University, de Berlim, Alemanha, e divulgado pela revista “Journal of Neuroscience”, afirma que o consumo de vinho melhora a memória a curto prazo. O resultado se dá em função de um antioxidante presente na bebida, o resveratrol, que aumenta as conexões entre áreas do cérebro responsáveis pela memória. Os voluntários que participaram da pesquisa também tiveram os níveis de açúcar no sangue reduzidos.

Prevenção do câncer

Pesquisas de laboratório apontam que algumas substâncias presentes no vinho, como o resveratrol e a quercetina, podem apresentar efeito anticancerígeno. As informações vão ao encontro de um estudo realizado pelo Nancy Study Center (França), cujo resultado indica que o consumo moderado de vinho ajuda a diminuir os riscos de morte prematura causada por diversos fatores, em especial pelo câncer digestivo.

Combate à obesidade

O ácido elágico, presente no vinho tinto, ajuda na diminuição das células de gordura, resultando em um maior controle do peso. Ao menos é o que apontam as pesquisas realizadas pela Washington State University, e pela Harvard University. Isso ocorre porque o ácido ajuda a transformar “gordura branca”, que é considerada ruim, em “gordura marrom”, considerada boa.

Ação contra a depressão

A Universidad de Navarra (Espanha), conduziu uma pesquisa que investigou os efeitos do vinho nos consumidores. Os resultados apontam que quem consome de duas a sete taças pequenas de vinho por semana, geralmente durante as refeições, está 32% menos propenso a sofrer de depressão, em comparação com pessoas que não ingerem a bebida.

Aumenta a libido

Um estudo da Università di Firenzi (Itália), demonstrou que mulheres que bebem mais de duas taças de vinho por dia apresentavam uma melhora da saúde sexual, com aumento da libido e satisfação durante o sexo. Já em relação aos homens, uma pesquisa divulgada pelo “Nutrition Journal”, aponta que o consumo moderado da bebida aumenta os níveis de testosterona, que também influenciam na qualidade da vida sexual.

Diminui os riscos de diabetes tipo 2

A resistência à insulina, que é uma das características da diabetes tipo 2, pode ser diminuída com o consumo de vinho. Isso ocorre graças à ação dos flavonoides presentes na composição da bebida. As informações são de uma pesquisa da Kings College London (Reino Unido), que avaliou o efeito das substâncias no metabolismo da glicose no organismo de mulheres. O estudo foi realizado em voluntárias com idades entre 17 e 76 anos.

Aumenta a expectativa de vida

Uma pesquisa da University of Texas (Estados Unidos), realizada com 802 voluntários, demonstra que quem bebe vinho vive por mais tempo. De acordo com o estudo, quem consome a bebida frequentemente ou mesmo de vez em quando, tem os riscos de mortalidade reduzidos em relação a quem não bebe. Os efeitos são ainda maiores quando os consumidores não fumam ou quando praticam alguma atividade física.

 

7 erros comuns que são verdadeiros crimes contra os vinhos

 Registros históricos sugerem que o vinho surgiu há aproximadamente 10 mil anos, no sul da Ásia. De lá para cá, muita coisa mudou, exceto o fato de ele ainda ser uma das bebidas mais consumidas do mundo. Atualmente, estima-se que haja mais de 6 milhões de rótulos, divididos entre tintos, brancos, rosés, espumantes e vinhos fortificados. Em Portugal existe um tipo de vinho específico, o vinho verde, mas devido a sua acidez elevada é considerado uma categoria à parte. Diferentemente de outras bebidas, o vinho é bom para o paladar e também para a saúde, graças à sua constituição química. Estudos sugerem que o resveratrol — substância encontrada em alguns tipos de uvas — pode ajudar a reduzir os riscos de doenças cardiovasculares, AVC, diabetes, demência e alguns tipos de câncer.

Quando o assunto é vinho, para além dos cuidados com a saúde, há também alguns cuidados com a própria bebida, que devem ser adotados no momento do consumo. Afinal, grande parte dos apreciadores de vinhos cometem alguns erros básicos que podem ser facilmente evitados. Os deslizes são comuns para quem está começando a se aventurar pelas cartas da bebida, mas até os consumidores experientes podem acabar deslizando uma vez ou outra. Para ajudar no combate às gafes, e eliminar os erros que são verdadeiros crimes contra os vinhos, o site Vivino deu algumas dicas sobre o que nunca fazer.

Encher a taça até a borda

As taças de vinho nunca devem estar cheias por completo, mesmo que o conteúdo da garrafa seja abundante. O ideal é servir cerca de 150 ml, ou seja, aproximadamente 2/3 da taça. Uma taça muito cheia se torna pesada. Assim, será difícil girar o vinho, cheirá-lo ou bebê-lo com tranquilidade.

Segurar a taça de vinho pelo bojo

Não se serve o vinho em taças em vez de copos à toa. A haste das primeiras possui uma função importante, que é impedir que o vinho esquente. Quando a taça é segurada pelo bojo, o calor da mão aquecerá a bebida. Por outro lado, segurando-a pela haste, a temperatura do vinho é mantida.

Escolher o vinho pelo rótulo

Assim como não é uma boa ideia julgar um livro pela capa, comprar um vinho exclusivamente pelo rótulo pode não acabar muito bem. Afinal, o conteúdo pode ser bem diferente do que o esperado.

Sempre beber os mesmos vinhos

Apesar de cada um ter as suas preferências, não é recomendável beber sempre um determinado tipo de vinho, ou apenas os vinhos produzidos em certas regiões. Com milhares de vinhos diferentes disponíveis, fechar-se em apenas alguns deles cria uma barreira que impede o seu aprendizado sobre a bebida de avançar.

Seguir sempre as regras clássicas de harmonização

Existem algumas regras de harmonização de vinho com comidas que podem ajudar inicialmente, como vinho tinto com carne vermelha, ou vinho branco com frutos do mar. No entanto, as regras não podem se tornar amarras. Aproveite novas ocasiões para experimentar novas harmonizações. Se você gosta de beber vinho branco com carne vermelha, siga o seu coração, ou melhor, o seu paladar.

Beber muito rápido

Às vezes o vinho é tão bom que o bebemos com muita rapidez e não sobra tempo para apreciá-lo melhor. Beber devagar é uma maneira de conhecer melhor a bebida. Ao experimentar um novo vinho, questione quem o produz, de onde ele é, que gosto tem, o que você gosta ou não gosta nele. Desacelerar é uma maneira de aumentar o seu conhecimento sobre vinhos.

Dissecar o vinho na primeira dose

Quando o garçom serve uma dose de vinho, para que você verifique se o sabor é agradável, ele só quer saber se o vinho está contaminado com a rolha ou se há algum outro problema com a bebida. Sendo assim, um gole e uma cheirada rápida são suficientes. Caso o vinho esteja bom, deixe que ele sirva o restante dos convidados, e só então disseque o vinho e analise com mais profundidade as suas características.

 

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