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Saúde

Estresse durante a pandemia é pior para mulheres, pretos e pardos

Em comparação aos homens, mulheres ficaram mais estressadas com relação a questões financeiras e se sentem mais sozinhas; 49% disseram sentir-se solitárias, contra 38% dos respondentes do sexo masculino.

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07/08/2020 08h37Atualizado há 2 meses
Por: Lameck Valentim
Fonte: Portal O Dia/ Por Sandy Swamy
Mulheres, pretos e partos sofrem mais com a pandemia. Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
Mulheres, pretos e partos sofrem mais com a pandemia. Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Por Sandy Swamy

Os efeitos negativos da pandemia causada pela Covid-19, são mais sentidos por mulheres, pretos, pardos e pessoas com baixa renda, isso é o que revela uma pesquisa encomendada pelo C6 Bank ao Datafolha. O estudo mostra que as questões psicológicas, profissionais e financeiras afetam mais esses grupos do que os demais.

A pesquisa ouviu 1.503 pessoas das classes A, B, C, D e E de todo o Brasil. As entrevistas foram realizadas por telefone entre 6 e 10 de julho, e a margem de erro é de 3 pontos porcentuais. Sabese que o estresse provocado pela pandemia acometa a maior parte dos brasileiros, a intensidade com que ele se manifesta varia, em muitos casos, conforme renda, escolaridade, cor da pele e gênero.

Quando o assunto é dinheiro, por exemplo, as mulheres estão mais estressadas que os homens: 71% das brasileiras dizem estar mais ansiosas por conta de questões financeiras, contra 63% dos homens. São elas também que estão mais estressadas no trabalho. Com base apenas na PEA (População Economicamente Ativa), 59% das mulheres afirmam estar mais ansiosas por questões profissionais, versus 49% dos homens”, diz Datafolha.

Além disso, a pesquisa mostra que, ao mesmo tempo em que as obrigações com a família aumentaram para as mulheres, elas experimentam mais solidão neste período de pandemia do que eles. Enquanto 49% das mulheres se sentem muito isoladas e solitárias, 38% dos homens brasileiros relatam o mesmo. A diferença se amplia quando se observa quem tomou medicamento durante a pandemia para combater a ansiedade: 19% de mulheres versus 9% de homens.

 Pandemia causa maior estresse financeiro entre pretos, pardos e pessoas com menor salário

 Os dados da Datafolha apresentam outra informação importante, o estresse com relação às finanças e o sentimento de solidão também é maior entre os autodeclarados pretos e pardos e as pessoas de menor remuneração.

Cerca de metade dos integrantes das classes D e E se sente muito solitária e isolada, versus 24% da classe A, uma diferença de 26 pontos porcentuais. Quando a pergunta é sobre redução da renda familiar, 61% dos pretos e pardos, 60% da classe C e 61% das camadas D e E afirmam que essa é a realidade para eles, enquanto 54% dos brancos e 50% das classes A e B reportam o mesmo”, afirma a Datafolha.

 Dívidas: um problema maior para pretos e pardos

 Sobre dívidas acumuladas durante a pandemia, o cenário não é diferente. Enquanto metade dos brasileiros da classe C disse que atrasou pagamentos ou renegociou dívidas, 34% das pessoas das classes A e B tiveram de se preocupar com isso. Essa proporção sobe para 48% entre pretos e pardos, contra 40% dos brancos. Considerando a base total de entrevistados, 69% dos brasileiros cortaram ou reduziram gastos pessoais ou gastos com a família.

 

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