Brazitaly
Samuel Valentim
Novembro Negro

REPRESENTATIVIDADE – Claudete Ricardo: psicóloga oeirense atuante no enfrentamento das diversas formas de violação de diretos

''Ser Oeirense é o melhor de mim''

PRA NÃO PASSAR EM BRANCO

PRA NÃO PASSAR EM BRANCOEspaço dedicado ao povo negro

19/11/2020 17h13Atualizado há 3 dias
Por: Lameck Valentim

No mês de novembro, em que se comemora o mês da Consciência Negra, o Tô no Mural realiza a série de matérias REPRESENTATIVIDADE, em que conta histórias de homens e mulheres negros de Oeiras e região.

 Conheça um pouco da história de vida da psicóloga oeirense Claudete Ricardo, que atua em Teresina combatendo as mais diversas formas de violação de direitos.

Claudete Maria Pereira Ricardo, natural de Oeiras, nascida em 12/09/1965, filha de Antônio Ricardo Moreira (in memorian) e Maria das Dores Pereira Ricardo (in memorian). Seu pai conhecido como Tote, juntamente com seu tio José Miúdo (este fez parte da Banda Santa Cecilia como instrumentista de pratos) foram renomados alfaiates da cidade de Oeiras até a década de 1980. Sua mãe, Maria Silva, como era conhecida, foi criada pelo casal Petinha e Zeca Amorim (in memorian). A estes, ela teve uma gratidão eterna repassada aos seus filhos. O casal oportunizou toda sua formação cidadã com valores e virtudes, além de ter oferecido uma boa educação escolar. Após o término desta etapa, em 1960, Maria Silva foi aprovada no primeiro concurso do Banco Nordeste, onde exerceu durante 30 anos com dignidade e profissionalismo reconhecido tanto na sua cidade natal Oeiras, como em sua passagem pela Capital Teresina. Claudete Ricardo enaltece sua família, trazendo recordações de sua infância e adolescência em Oeiras cercada de carinho, alegria, proteção e amor ao lado de seus pais, irmãos: Clauder, Ricardo e Vanessa, pois a irmã caçula Liana, nasceu em Teresina.

No inicio do ano de 1980, Claudete e sua família, mudaram-se para capital Teresina, onde cursou todo o ensino médio. Em meio a sua juventude, as férias tinham destino definido, sua cidade natal Oeiras. Na sua memória afetiva registros marcantes permanecem vivos como: os momentos da religiosidade oeirense, sua festa de Debutante, finais de ano, festas dançantes e os bailes carnavalescos nos clubes da cidade. Até os dias de hoje, sempre que possível, a boa filha retorna as suas origens para matar a saudade dos lugares afetivos e das amizades da infância, e também participar dos eventos importantes da cidade. Ressalta um destaque para Semana Santa e o Bloco Joga o Barro na Parede.

No final da década de 1980 foi morar em Recife, ingressando no Curso de Psicologia na Faculdade de Ciências Humanas ESUDA.

No final do ano de 1990, retorna a Teresina e assume a Coordenação Técnica da Unidade Operacional Casa de Passagem (Atendimento a meninos e meninas em situação de rua), iniciando assim sua trajetória profissional na Politica de Proteção a Criança, ao Adolescente e Juventude: atuou como psicóloga no Projeto Família Viva /Ciranda Cirandá com adolescentes vítimas de Violência Doméstica/Sexual, posteriormente inicia sua atuação na Unidade de Proteção Social Casa de Zabelê atuando no enfrentamento das diversas formas de violação de diretos, concomitantemente, atuou como psicóloga na Casa de Metara com adolescentes em situação de risco especializou- se na área de Violência Doméstica pela USP em São Paulo, atuou na Proteção Social Básica no CRAS da cidade de Oeiras e na Proteção Social Especial no CREAS na cidade de Teresina.

Ao longo dos seus trinta anos de exercício profissional vêm contribuindo como militante, formadora e pesquisadora agregando seus saberes e competências nas áreas de gênero, violência doméstica, drogadição, feminicídio, direitos da criança e do adolescente, direito e Igualdade Racial e articulação com as Políticas de Assistência Social, Educação e Saúde. Sua experiência profissional contribuiu para que integrasse a equipe técnica do Projeto Girassol ASA/Petrobrás no Combate e Enfretamento á Violência Sexual Contra Crianças e adolescentes, dirigidos aos Municípios Piauienses para a formulação dos Planos Municipais de Enfrentamento à Violência Sexual no Estado do Piauí.

Nesta trajetória de esperanças e conquistas, Claudete Ricardo encerra afirmando uma marca: “Ser Oeirense é o melhor de mim”.

 

2comentários
500 caracteres restantes.
Seu nome
Cidade e estado
E-mail
Comentar
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários
Ele1 - Criar site de notícias