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Crônica

É o amor!...

Crônica de Carlos Rubem

14/12/2020 16h13
Por: Lameck Valentim

Por Carlos Rubem

 Numa noite de janeiro de 1981, estava sentado nas calçadas da minha casa, quando vi, ao longe, a prima Cinthya Campos, ultrapassando a Baixa do Cururu. Outra moçoila estava ao seu lado a caminhar. À medida em que dupla se aproximava, fui dominado por uma força sentimental, atrativa, pela desconhecida. Dirigiam-se à pracinha como se chamava o complexo urbano do Café Oeiras. Ambas contavam 15 aninhos.

Por esta época estava enrabichado por uma garota de tradicional família, que se insurgia contra o nosso “affaire”. A gente namorava escondido, inclusive numa fazenda dos seus avós situada nos arrabaldes da cidade. Preconceitos medonhos nos separava.

Lá pelas 22h fui à casa do vovô Joel onde estavam hospedadas as duas aludidas adolescentes. Entrei num quarto. Conversavam deitadas em suas redes. Preparavam-se para dormir. Embora tenha sido expulso dali pela Mãe Ó, minha tia, severa solteirona, ainda houve tempo para segredar à visitante que havia dela me afeiçoado, pelo que ficou assustada a princípio.

No dia seguinte houve um festa de arromba no BNB Club oportunidade em que a tirei para bailar. Muito nos divertimos.

Ela usava uma calça pantacourt verde oliva e uma brilhosa blusa tomara-que-caia. Fiquei arrebatado por aquela graciosa pequena. Foi a maior dificuldade para lhe roubar o primeiro beijo. Tive que usar diversas técnicas que “audiovisual nenhum ensina”.

Vida que passa... O certo é que no dia 14.12.1985, houve um grande acontecimento na minha vida. Casei-me com a Dirce Silva Lopes Reis. E o chato é que não estou arrependido!

Interessante: não muito raro sou indagado quantas vezes já me divorciei. Parece que não mais se acredita na longevidade da união conjugal. Esclareço que se a minha mulher me abandonar, sem nenhum pejo, irei atrás dela. Escandalosamente, não largo a minha consorte.

O nosso matrimônio ocorreu na Igreja de N. Sra. de Fátima, em Teresina, entre amigos e parentes. O Padre Tony Batista foi o celebrante. Na hora em que noiva adentrou a nave daquele templo, acompanhada do seu pai, fiquei deveras emocionado. Estava mais linda do que em sonhos! Com a voz embargada, nem sei mesmo se fiz o juramento direito.

Há 35 anos mantemos a nossa convivência conjugal marcada por muita renúncia, dissensões e aconchegos. A nossa família é formada por três filhos (Laís, Gérson e Letícia) e três netos (as gêmeas Helena e Olívia e Joaquim Miguel) que muito os estimamos. Verdadeiros presentes de Deus!

 Sou feliz! Começaria tudo outra vez...

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