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Feliz Ano Novo

2020: Um ano para superarmos os nossos próprios limites

O Mural da Vila e o Tô no Mural, na pessoa do seu editor Lameck Valentim deseja a todos um Feliz Ano Novo!

31/12/2020 17h44Atualizado há 3 semanas
Por: Lameck Valentim

 

Em um período normal,  estaríamos preparando grandes festas para receber o novo ano. Mas 2020 foi tudo diferente. Estranho para alguns. Sofrido para outros. E assim, festas não realizadas, viagens canceladas,  planos desfeitos e refeitos na esperança de um.2021 que seja um ano realmente novo.

Vivemos dias recheados de medo e a incerteza do que poderia acontecer diante da presença de um vírus letal e com grande capacidade de disseminação. Houve muitas dúvidas ao longo dos meses, mas também muito aprendizado. Milhares de pessoas perderam a vida, muitas delas tentando salvar a vida de outras pessoas.

Para Eveline Carvalho, psicóloga e professora doutora da Universidade Estadual do Piauí, as sensações sobre esse ano tão atípico e tão cheio de altos e baixos é de reinvenção. “Defino 2020 como um ano misto em sua essência, pois tudo foi sentindo de forma extrema: tanto a dor, como o amor. Nessa nova realidade precisamos experimentar situações nunca antes imaginadas, estreitar laços familiares, aceitar distâncias, lançar um olhar sobre comportamentos e atitudes, mas, acima de tudo, ser resilientes. A sensação agora ao final desse emblemático 2020 é dúbia: de alívio, pelo término de dias tão difíceis, de muitos sacrifícios, pessoas do seu entorno que partiram, quebras estruturais e relacionais e do medo e ansiedade que permearam tantas situações vividas;  mas também é de alegria pela conquista de ainda estar aqui e de gratidão por ter conseguido permanecer firme, tendo o privilégio de poder recomeçar. Que venha esse ano novinho em folha. Que possamos nos reinventar, nos superar e voltar a acreditar em dias melhores”.

A advogada Sânia Mary Mesquita, o ano de foi de oportunidades. Oportunidade de compartilhar da própria companhia. Oportunidade de servir e cuidar de si e do próximo. Oportunidade de refletir e identificar o que é essencial e priorizar o que importa. Oportunidade de se reinventar. Oportunidade de amar e de viver intensamente.

Um ano de aprendizagens, foi como classificou o professor doutor Baltazar Cortez, que acrescenta que foi um ano de perdas, mas também de superação e de muitas ressigniificações na vida cotidiana e de aprendizagens.

A professora Cassi Neiva, disse que 2020, foi o ano da fé, da compaixão  e da resiliência em ebulição. “Um tempo de liberdade tolhida, de milhares de vidas ceifadas, mas  o amor e a esperança sobreviveram  para florescer no ano vindouro”.

Trabalhando na linha de frente no combate ao coronavírus, a enfermeira Alexsandra Fontes classificou como desafiador o ano de 2020. “Um ano desafiador, mas que nos proporcionou muito aprendizado. De repente, adaptamos a nossa forma de viver, zelando pelo bem coletivo. Não foi um ano fácil, mas sem dúvidas, nos trouxe a oportunidade de evoluir como ser humano”.

Assim como muitos artistas, Vivaldo Simão foi um cantor que teve seu ritmo de trabalho alterado por conta das restrições impostas por conta da pandemia. Shows cancelados, projetos paralisados. “2020 veio pra dizer que todas as previsões, todos os projetos são filhos do talvez. Porque a vida mesmo, esta não permite ensaio. É tudo aqui e agora. Mas ainda vale a pena. Tudo vale a pena pras coisas que a "alma" se curva”, disse o cantor, poeta e professor.

Carlos Rubem, o Bio, promotor de justiça aposentado e produtor cultural, afirma que 2020 estimulou a criatividade. “Diante da pandemia foi sofrido, mas como ocorre em cada crise foi também criativo, renovador!”

Em meio a uma pandemia, o ator, diretor e cineasta Flávio Guedes produziu e gravou um filme sobre Esperança Garcia, superando todos os desafios impostos. Para ele, 2020 foi “Um ano desafiador. De muitas perdas mundiais, humanas; de muitas conquistas pessoais; e de muitas lições e aprendizado para a humanidade”.

A pandemia paralisou aulas, fechando escolar e universidades, alterando totalmente a rotina de alunos, professores e funcionários da educação.

Harlon Lacerda, diretor do Campus Professor Possidônio Queiroz, ressalta que foi um dos anos mais desafiadores, um ano para superarmos os nossos próprios limites. “Do ponto de vista da gestão pública, especificamente, da educação superior, 2020 foi um dos anos mais desafiadores. Desafios de toda sorte. Desde os desafios cotidianos de administração das demandas comuns da universidade até a construção de soluções jamais pensadas e que precisavam ser executadas com celeridade e com atenção à toda a comunidade. Fora dezenas de reuniões remotas exaustivas, tensas, às vezes até frustrantes. Não houve horário para trabalharmos. Nossa casa era o gabinete e a qualquer momento do dia tínhamos que lidar com medidas a serem estabelecidas. Fora isso, tivemos que lidar com os mais delicados dos sentimentos humanos: desde o medo, a desconfiança e, principalmente, o luto. Se fosse possível definir em poucas palavras o ano de 2020, eu diria que foi um ano para superarmos os nossos próprios limites, mas um ano para lembrarmos sempre e procurar, com todas as nossas forças, não cometer os mesmos erros. Desejo um 2021 de mais superação e de muito trabalho para voltarmos a tentar sorrir e nos abraçar novamente”.

Desafiador, é com também classifica 2020, o professor Edgar Sousa, diretor do CETI Pedro Sá. “Foi um ano desafiador onde vivemos experiências incríveis e talvez únicas até então; tivemos que 'aprender do zero' dando uma cara nova às metodologias, práticas e ferramentas de trabalho. Foi de fato a educação vivendo uma nova era com uma cara nova. Mas também defino como um ano de superação, pois a cada desafio que surgiu buscamos mecanismos para melhorarmos e, no final do ano letivo, com tanta avalanche, podemos dizer que vencemos, pois sobrevivemos a tudo que o processo nos impôs diante das necessidades de atuação”.

Para a professora Maria Helena Sousa, 2020 foi um ano de Superação. “Tivemos que por meses driblar o inimigo invisível. E até quando não foi mais possível, aceitar que ele bateu à nossa porta e entrou mesmo sem ser convidado. 2020 veio nos ensinar que a Fé deve ser maior que o medo, que a solidariedade entre as pessoas é maior que as diferenças e que a gratidão é dom divino. 2020 se encerra ainda com muitas incertezas, mas 2021 traz esperanças de tempos mais suaves. Vamos acreditar. Vamos vencer.  Vamos viver”.

O professor e historiador Pedro Júnior também ressalta os desafios impostos por 2020. “2020 foi um ano de muitos desafios, medos, de luta contra um inimigo invisível que ainda estamos tentando derrotar. Tivemos que criar estratégias de sobrevivência, reinventamos nosso cotidiano e aprendemos com aqueles que mais amamos, o exercício da paciência. Sofremos, ficamos enfermos, morremos, perdemos pessoas queridas, renascemos... penso que não é momento para festas, mas de reflexão e respeito às vítimas da covid-19; às vítimas das diversas crises geradas pela pandemia. Tenho convicção de que a força espiritual nos sustentou até aqui. Celebremos a vida, mas não nos esqueçamos daqueles corações feridos e machucados. Busquemos viver a empatia e cultivar em nossos corações a esperança que emana do Coração de Deus, nosso refúgio e fortaleza. Que a humanidade aprenda cada vez mais a conjugar o verbo cuidar. Desejamos que a vacina contra o novo coronavírus seja sinal de novos tempos. Feliz e abençoado 2021”.

Encerramos esta matéria especial com uma mensagem do pastor Marcílio Barros, da Primeira Igreja Batista de Oeiras, especialmente gravada para o Mural da Vila.

 

 O Mural da Vila e o Tô no Mural, na pessoa do seu editor Lameck Valentim deseja a todos um ano novo repleto de muita paz, saúde, com mais tolerância, menos preconceito e sobretudo com a presença de Deus em nossas vidas. Feliz 2021!

 

 

 

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