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Combate à Covid 19

Isolamento social é a melhor medida de prevenção

A partir da análise de dados, foi comprovado que o tempo de replicação do vírus aumentou em 459,7% durante o período onde o isolamento foi praticado de forma mais rígida.

20/03/2021 09h33Atualizado há 4 semanas
Por: Lameck Valentim
Fonte: Meio Norte

O isolamento social foi um fator decisivo para evitar mortes durante a primeira onda do novo coronavírus, ocorrida em 2020. A partir da análise de dados, foi comprovado que o tempo de replicação do vírus aumentou em 459,7% durante o período onde o isolamento foi praticado de forma mais rígida. 

A replicação diminuiu gradativamente durante 14 dias após os altos índices registrados em 21 de março. O segundo momento de redução foi entre 5 e 30 de abril. O estudo foi publicado no The Journal of Infection Disease. “O isolamento social é o método comprovadamente científico capaz de evitar mais e mais casos”, considerou o infectologista piauiense Carlos Henrique Nery, ferrenho defensor do isolamento, em entrevista.

No Brasil, para quem acompanha os números divulgados pelos órgãos de saúde e o Consórcio de Veículos de Imprensa, não é difícil perceber que o afrouxamento das medidas de isolamento e a demora na aplicação de vacinas foram fatores decisivos para a segunda crescente no número de casos.

No entanto, existe uma grande resistência no país com relação às medidas de isolamento, sobretudo no setor empresarial, que está calejado da crise provocada pela doença em 2020. Mais um ano com receitas reduzidas parece um pesadelo, mas não muito maior que perder o fôlego em uma UTI.

Enquanto isso, os leitos da capital e do interior estão praticamente esgotados, com taxas de ocupação que beiram os 100%. Do outro lado está a preocupação na manutenção de empregos e empresas, que passam a competir com a vida humana em uma conta que não fecha.

Gestores defendem medidas mais rígidas

O Comitê de Operações Emergenciais (COE-PI), presidente da Fundação Municipal de Saúde e Secretaria de Estado da Saúde são unânimes ao afirmar que existe uma profunda necessidade de priorizar o isolamento social neste momento, como forma de diminuir a curva de infecções. 

O COE-PI já havia emitido o sinal vermelho antes do último decreto que proibiu o comércio não presencial de quinta a domingo e restringiu o toque de recolher para as 20h. “Mesmo com todas essas ações, a velocidade de transmissão do vírus é muito alta. Precisamos da colaboração das pessoas para que os contágios deixem de acontecer. Se puder, fique em casa!”, considera o secretário Florentino Neto. 

O presidente da FMS, Gilberto Albuquerque, deixa claro que não há como expandir leitos sem profissionais em Teresina. “Nós já tínhamos a previsão que teríamos uma explosão de casos. Então a população precisa se esforçar um pouco mais. As redes pública e privada estão saturadas. Nossa alternativa é aquela que já conhecemos: isolamento social, máscara, álcool em gel, além de lavar as mãos com água e sabão", reforça.

Novo ministro descarta lockdown

Marcelo Queiroga, o novo ministro da saúde, que é o quarto do Governo Bolsonaro, disse em entrevista à CNN Brasil que lockdowns devem ser utilizados em situações extremas, mas que não devem ser encaradas como “política de governo”. "Esse termo de lockdown decorre de situações extremas. São situações extremas em que se aplica. Não pode ser política de governo fazer lockdown. Tem outros aspectos da economia para serem olhados", disse.

O novo chefe da pasta confirmou que não existem medicamentos contra a Covid-19, mas que  “médicos têm autonomia para prescrever”. Em muitos hospitais profissionais da saúde utilizam o chamado “tratamento precoce”, que segue sem nenhuma confirmação científica.

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