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Homenagem

Viva Julica!!

Uma homenagem a Julica Albuquerque, por Carlos Rubem.

28/03/2021 16h24Atualizado há 3 semanas
Por: Lameck Valentim

*Por Carlos Rubem

 

Dia desses tomei conhecimento que a caríssima Julica, 97, havia tomado a vacina contra a Covid-19. Ultimamente, soube que antes de receber a segunda dose deste imunizante ela foi contaminada pelo pertinaz vírus.

O meu amigo Ivan, neto dela, sabedor da admiração e amizade que nutria por sua avó, sempre me informava sobre seu estado de saúde. Ontem mesmo me mandou, via digital, notícias esperançosas...

Hoje (28.03.2021), manhã cedo, tomei conhecimento do seu falecimento ocorrido nesta madrugada o que me deixou langoroso.

Como não tenho compromisso com a morte, lembrei-me de uma crônica que escrevi quando ela tornou-se nonagenária, como se vê adiante:

Aniversário de Julica

Através de um postado do Yrno Sá, no facebook, tomei conhecimento que hoje (03.05.2013), a Senhora Julica Mendes Albuquerque está completando a provecta idade de 90 anos.

Trabalhava no antigo Colégio Estadual de Oeiras. Sempre que os alunos sentavam-se nas carteiras escolares, no início das aulas, lá vinha ela recolher as cadernetas. Por norma funcional, os estudantes deveriam colocá-las abertas, com o dorso para cima, visando facilitar tal tarefa. Vez por outra, por mera insubordinação, assim não procedia. Da referida bedel, levava sempre uma reprimenda verbal , embora nunca deixasse de esboçar o seu sorriso cativante.

Residente na rua das Portas Verdes (Dr. Manoel Rodrigues), gosta(va) de ficar plantada na esquina a contemplar a paisagem da Praça das Vitórias, tendo ao fundo o nosso farol: a Velha matriz, Amada Catedral de N. Sra. da Vitória.

Do beco onde mora, ouviam-se seus gritos a chamar pela sua filha, já falecida: – Maria, Maria...

Já não faz mais seus bordados como dantes. Está com a vista turvada. Mas não perdeu o hábito de sentar à porta de sua casa. Interessante vê-la fazendo palavra cruzada com o auxílio de uma lupa.

Confecciona, com extrema habilidade, Flor de Passos. Herdeira do nicho de Naninha (sua tia). Na Semana Santa de 2009, promovi um ensaio fotográfico desta artesã — de margens colhidas pela Lúcia Vanda — que o disponibilizo em forma de lembrança ao ensejo deste seu natalício.

 Viva Julica!

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