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VIOLÊNCIA

Morando em Oeiras, filha lamenta morte da mãe após ossada ser encontrada em Teresina

A filha é Janny Mendes, de 21 anos, que reside em Oeiras, há cerca de 10 anos, no bairro Rodagem de Picos.

07/05/2021 20h56Atualizado há 1 mês
Por: Lameck Valentim
Maria Jaqueliny Mendes e Silva
Maria Jaqueliny Mendes e Silva

Da Redação Mural da Vila - Lameck Valentim

 

Um caso de violência contra a mulher chocou todo o estado do Piauí nesta sexta-feira, 07, com a informação de que os  restos mortais da mulher identificada como Maria Jaqueliny Mendes e Silva, natural de Dom Expedito Lopes e que estava desaparecida há cinco anos foram encontrados enterrados no quintal da casa em que morava com o companheiro, no bairro Monte Verde, na zona Norte de Teresina.

De acordo com o coordenador do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Francisco Costa, o Baretta,  as investigações para encontrar Maria Jaqueliny se iniciaram após a filha dela  procurar a polícia no ano de 2020. 

A filha é Janny Mendes, de 21 anos, que reside em Oeiras, há cerca de 10 anos, no bairro Rodagem de Picos e que conversou com o Mural da Vila, sobre o assunto.

Janny conta que saiu da casa da mãe juntamente com sua irmã quando tinha 11 anos de idade passando a morar com seu padrasto (pai sua irmã) e depois desse tempo eu não teve mais contato com sua mãe. Ela conta que somente em 2015 Maria Jaqueline a enviou uma solicitação de amizade no Facebook, todavia, logo em seguida ela desapareceu.

A filha conta ainda que em outubro do ano passou a ter sonhos frequentes com a mãe, sempre ela lhe pedindo ajuda. A partir de então, ela passou a procurar outra rede social da mãe, tendo em vista que ela não tinha mais entrado no facebook.

Como não encontrou nenhuma rede social da sua mãe, Janny decidiu procurar uma colega dela em Teresina, que lhe disse que  não tinha mais notícia da mesma desde 2015. Ela também falou que o companheiro de Maria Jaquelyne batia bastante nela, fato que foi confirmado pelo irmão de Janny, que também soube que os vizinhos ouviram gritos  com pedido de ajuda, com Jaquelyne dizendo que o companheiro iria mata-la. Posteriormente, os vizinhos sentiram um cheiro ruim vindo da casa em que ela morava, “mas deixaram quieto, não fizeram nada".

De posse dessas informações, Janny Mendes procurou a Polícia em Teresina e registrou o boletim de ocorrência e a polícia passou a investigar o caso, através do delegado Francisco Costa, o Baretta: “Essa mulher estava desaparecida há mais de 5 anos. Quando foi agora no ano passado, nós fomos procurados na delegacia de desaparecimento de pessoas pela filha dela, dizendo que a mãe estava desaparecida. Segundo o que consta, esse suposto indivíduo que praticou o crime, ele dizia que ela tinha deixado ele e tinha ido embora para casa de parentes no sul do estado. Ele era casado e tinha um caso extraconjugal com a Jaqueline. Mas os vizinhos também informaram que ele vivia só espancando a mulher. Havia muita briga. Nessa noite ouviram gritos e mais gritos e quando foi no outro dia não viram mais ela. Um vizinho um certo dia olhou por cima do muro e achou estranho, que do lado de um pé de manga tinha um local que tava passando cimento, mas pensou que era outra coisa. O acusando ainda morou por cinco meses na casa após o crime, que pertencia a vítima. Na sequência, ele teria vendido o imóvel e fugido.”, explicou.

Segundo o delegado, as investigações continuaram, os agentes foram ao local, fizeram diversos levantamentos e representaram pela prisão do suspeito, identificado como Jairo Silva Santana, que foi preso pela Polícia Civil nesta quinta-feira (06). “Ontem foi feita a escavação e foram encontrados os restos mortais dela em uma cova profunda e passado cimento”, completa Baretta. Ele responderá por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. “Ele foi interrogado aqui no DHPP e confessou o delito”, disse o delegado.

AbaladA com a situação, Janny conta que os restos mortais da mãe ao serem encontrados estavam enrolados em um lençol juntamente com todas as roupas dela.

Diante de toda situação Janny Mendes espera justiça. “Quero que a justiça seja feita e que minha mãe encontre a paz”, finaliza.

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